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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Chapter Four (Maratona)

Não dormi aquela noite, fiquei alerta todo o tempo com medo de que me fizessem algo enquanto dormia e embora estivesse cansada e dolorida me mantive acordada. Ouvi passos e sussurros no outro cômodo a noite toda, Marcus e Melissa pareciam discutir sobre alguma coisa, aparentemente eles não se davam muito bem, nem tudo no mundo dos demônios era perfeito como eles faziam parecer.
Fechei os olhos por um momento, quase sendo vencida pelo sono, pensei em como estariam Rebeca e Joseph agora, será que estavam tentando achar um jeito de me ajudar? Eu tinha minhas dúvidas, mas precisava alimentar um pouco de esperança pra não enlouquecer. Estava quase sendo vencida pelo cansaço quando sinto algo pressionando meus lábios, arregalei os olhos assustada e me sacudi fazendo Marcus se afastar de mim rindo... Desgraçado.
__Adoro mulheres difíceis assim como você__ ele provocou.
__Porque não para com o papo furado e faz o que tem de ser feito?__Melissa resmungou zangada__ o que diabos vocês vêem nessa garota estúpida?
__Você fica patética com ciúmes__ ele revirou os olhos e desamarrou meus pés__ agora comporte-se Demi, temos um lugar pra ir e se você colaborar não precisa se machucar entendeu?
__Eu não me importaria de arrancar umas partes dela.
__Eu mandei você calar a boca__ Marcus resmungou irritado com ela__ ande, levante.
Ele desamarrou minhas mãos e me puxou sem nenhum cuidado me obrigando a ficar de pé. Meus pulsos doíam e minhas pernas estavam bambas mas me obriguei a ficar de pé e manter o controle.
__Isso pode ser um pouquinho desagradável__ ele me informou__ eu fecharia os olhos se fosse você.
Primeiro não entendi do que ele estava falando, mas então ele me segurou com força e então o mundo diante de nós pareceu girar e virar um grande borrão preto, eu me senti como se flutuasse no ar, como se não houvesse mais gravidade, o ar fugiu dos pulmões e um segundo depois estávamos em pé em um quarto branco desconhecido. Eu já havia feito teletransporte uma vez, com Lucian quando ele tentara me matar, mas parecia que dessa vez tinha sido mais desagradável, eu me inclinei em direção ao chão e vomitei.
__Garota fresca__ Melissa resmungou.
__Que lugar é esse?__ arrumei forças pra perguntar, ainda abaixada no chão.
__Sua nova casa por tempo indeterminado__ Marcus respondeu me segurando pelos braços e me obrigando a levantar__ anda, tem uma pessoa que quer conhecer você.
Ele me obrigou a deitar em uma espécie de maca, e então amarrou meus braços e minhas pernas de novo pra que eu não pudesse me mexer, eu resmunguei palavras incoerentes, sem muito sentido, por dentro eu implorava pra que isso acabasse logo, eu queria voltar pra casa, queria me sentir segura de novo. Por um momento desejei desesperadamente que nada disso nunca tivesse acontecido, que eu ainda fosse aquela garota normal e patética, sem vida social... Mas não se podia voltar no tempo, não dava pra concertar esse estrago, eu estava perdida.
Soltei um palavrão alto quando Marcus e Melissa saíram daquela sala e me deixaram lá sozinha e amarrada, fiz força contra as amarras pra tentar me soltar mas era em vão, eu não era forte o suficiente. Passaram-se pelo menos dez minutos antes de ouvir passos e alguém entrar na sala novamente.
__Oi Demi__ uma mulher sorriu pra mim, ela tinha os cabelos ruivos, era bonita e se parecia com... Rebeca.
__Você é a irmã da Rebeca__ eu disse surpresa.
__Infelizmente__ ela deu de ombros.
__Não se sente mal por trair sua irmã?__ eu questionei.
__Nem um pouco, eu só estou garantindo minha sobrevivência, nada mais... É assim que funciona.
Era incrível o que as pessoas eram capazes de fazer pra salvar a própria pele. Trair a família, isso era triste.
__O que vocês querem comigo afinal?
__Ainda não te contaram?__ ela fez careta__ você é uma bruxa Demi, e uma bruxa importante.
__O que?__ essa história de novo__ estão me confundindo com outra garota.
__Não, não estamos__ ela me garantiu__ quando você ainda era um bebê, eu mesma fui ao seu quarto e lhe dei uma parte dos meus poderes, você passou a ser uma bruxa aquele dia, passou a ser especial.
__Porque faria algo assim comigo?__ senti novamente que iria vomitar... Eu? Uma bruxa? Isso não estava certo, eu era a Demi, só a Demi.
__Foi um acordo que fizemos com seu pai.
__Meu pai? Ele... Ele permitiu que fizesse isso comigo?
__Pois é querida, a vida é dura__ ela deu de ombros__ não se pode confiar em mais ninguém hoje em dia.
Parei pra considerar isso um momento. Então era isso, o motivo do desespero do meu pai, porque ele me pedia desculpas insistentemente, porque mandou que eu fugisse, ele sabia disso, ele me entregara a uma bruxa. Eu sempre soube que não era muito querida pelos meus pais, mas não imaginava que ele me odiasse a esse ponto.
__Sei o que está pensando, não foi de graça... Ele lhe vendeu pela imortalidade.
Eu não soube oque dizer sobre isso, era tão... Ridículo.
__Pensei que... __ respirei fundo um momento__ achei que tinham me pego por causa do Joseph.
__Oh não__ ela fez careta e revirou os olhos__ Joseph não é mais tão importante quanto parece, ele está em segundo plano agora. Não é mais um problema desde que se tornou humano, entenda uma coisa Demi. Precisamos de você pra tornar Crowley à criatura mais poderosa da terra.
__Ele está no inferno__ disso eu tinha certeza, Rebeca o trancafiara lá.
__E vamos tirá-lo de lá, é ai que o Joseph entra__ ela explicou__ é um feitiço complicado, não tenho tempo pra lhe dar detalhes agora, mas ele é a peça chave pra trazermos Crowley do inferno mais cedo, questões práticas facilmente resolvidas, eu mandaria Marcus atrás dele... Mas sei que ele virá a nós de bom grado, ele sempre faz isso pra proteger você.
__Ele me esqueceu__ resmunguei amargurada.
__Isso não muda nada querida, você é ingênua demais pra entender.
Fez-se um minuto de silencio, eu gostaria de acreditar que ele viria me salvar, mas ele não podia mais me proteger, mesmo que quisesse, ele era tão humano e frágil quanto eu. Senti um aperto no coração ao pensar que talvez eu nunca mais o visse, eu gostaria de ter dito a ele uma ultima vez que o amava, de ter sentido seus lábios nos meus mais uma vez, seu corpo enroscado no meu... Uma ultima vez, parecia um bom jeito de me despedir dessa vida patética que eu levava.
__Vocês vão me matar?__ eu perguntei baixinho, olhando pras paredes.
__Ainda não, só quando chegar à hora certa, temos coisas a acertar antes de à hora chegar.
__Vai doer?__ não consegui evitar ter essa dúvida.
__Provavelmente__ ela confessou sincera__, mas eu posso mudar isso.
__Como? Vai me deixar sair?__ foi uma pergunta idiota, mas não custava sonhar.
__Não, mas você não precisa estar necessariamente aqui quando chegar à hora.
__Não entendo o que quer dizer__ confessei a olhando desconfiada.
__Imagine Demi__ ela pediu__ se você as coisas fossem diferentes, como você gostaria que elas fossem? O que você mudaria? Faria o Joseph se lembrar de você? Gostaria que ele ainda fosse um demônio e que estivesse juntos, congelados em seu mundinho perfeito e de paz? Gostaria que ele tivesse sido sempre um humano sedutor?
__Você pode mudar o que aconteceu?__ perguntei fascinada__ pode fazer as coisas serem diferentes?
__Não exatamente__ ela explicou__ não posso mudar a realidade, mas posso criar pra você sua própria realidade querida, como um sonho bom e perfeito que não acabaria nunca. Você ficaria adormecida__ ela murmurou com sua voz calma e tranquilizante__ sonhando, onde tudo acontece como você gostaria, não precisaria haver demônios, bruxas, seria o mundo ideal... E você não sentiria nada quando morresse, seria como dormir pra sempre, sem sofrimento ou dor.
Parecia uma ideia tentadora, um sonho sem fim, onde não havia dor ou medo, só o meu mundinho perfeito.
__Vamos Demi, eu posso realizar o seu sonho, só precisa dizer o que você deseja.
Fechei os olhos com força, aceitar essa ideia seria desistir, seria aceitar que minha vida acabou. Mas eu não tinha mais esperanças, a quem queria enganar? Eu não perderia nada, e não precisaria mais chorar.
__Se você pudesse realizar um sonho... Se tivesse um desejo... Qual seria?__ ela perguntou novamente, com aquela sua voz calmante que parecia música aos ouvidos, entorpecente, como uma deliciosa droga.
__Eu desejaria que nada disso tivesse acontecido__ sussurrei incapaz de me conter__ desejaria que meu irmão David estivesse vivo, que aquele carro que o atropelou tivesse conseguido parar a tempo. Assim eu nunca teria ido a Sacrifice, nunca teria conhecido Joseph, e não estria aqui agora... Assim eu seria feliz.
__Feche seus olhos crianças__ ela passou a mão delicadamente sobre meu rosto, me obrigando a fechar os olhos e relaxar__ deixe-me realizar o seu sonho.
Fechei os olhos e fiquei quieta como ela mandou, que se dane, eu não tinha nada a perder.
__Mutare re, animadverto somnium__ ela sussurrou em meu ouvido.
Senti-me sendo tomada pelo cansaço, tentei abrir os olhos mas tudo a minha frente parecia preto, minha consciênica foi levada pra outro lugar, bem distante e tudo desapareceu.

Fim do Quarto Capítulo

Chapter Three (Maratona)

Paramos em frente à porta do apartamento de Joseph, Marcus puxou um pouco mais o meu cabelo, me fazendo gemer de dor e sorriu maliciosamente pra mim, me recusei a continuar chorando, eu precisava manter a calma embora ainda me sentisse confusa.
__Quer fazer as honras?__ ele apontou pra porta__ eu acho que não, eu cuido disso.
Ele deu um chute com toda sua força na porta que se abriu facilmente quase se partindo ao meio. Então me empurrou pra dentro sem cuidado algum, girando a faca ensangüentada entre os dedos... Joseph e Rebeca estavam juntos na sala e arregalaram os olhos de pavor ao olhar pra nós.
__Eu espero não estar interrompendo nada importante__ Marcus disse sorrindo.
__Ma-Marcus__ Joseph gaguejou, ele parecia mais apavorado com a situação que eu.
__Oi irmãozinho, saudades de mim? É bom te ver também Rebeca__ ele zombou__ eu estava com saudades e resolvi fazer uma rápida visita, encontrei sua namoradinha lá fora, ela é um amor.
__O que você quer?__ Rebeca perguntou em tom desafiador já que Joseph parecia perdido demais pra dizer qualquer coisa que fosse, era como se ele estivesse encarando um fantasma.
__Então é verdade__ Marcus comentou fazendo careta__ você completou mesmo o ritual, por isso não consegui te encontrar, você fede a um humano agora.
Joseph recuou um passo, ainda de olhos arregalados, eu tentei fazer Marcus me soltar, mas ele não mexeu um músculo, só ficou encarando o irmão com um sorriso zombeteiro no rosto, ele estava se divertindo.
__Olhe só isso, você está com medo de mim__ ele comentou rindo__ parece que também é verdade a parte que você perdeu a memória não é mesmo?Aposto que não se lembra te ter visto um demônio, isso é engraçado e decepcionante ao mesmo tempo. Esperei um bom tempo pra esse encontro e esperava ver o demônio a quem todos no inferno temiam e não um garotinho assustado.
__Por favor, me solte__ eu implorei não agüentando a dor na cabeça.
__Cale a boca antes que eu a cale pra você docinho__ me ameaçou.
__Solte ela Marcus__ Joseph ordenou__ ela não tem nada com isso.
__Ela tem tudo haver com isso irmãozinho, eu vim aqui por ela, irritar você era só um bônus__ ele revirou os olhos__ saberia disso se tivesse sua memória, você tirou toda a graça desse encontro. Na verdade você está sempre cortando meu barato... Você rouba minha noiva, causa a morte dela, depois me mata, e séculos depois quando penso que vou ter uma vingança divertida eu vejo que você não mudou merda nenhuma.
__Parece que alguns séculos no inferno não arrancaram de você o rancor__ Joseph comentou.
__Não, só ajudaram a aumentar o meu ódio por você__ ele me puxou mais pra perto e pos a faca no meu pescoço__ já que você estragou os meus planos tenho uma nova ideia pra nos divertimos juntos. Eu vou levar a bonequinha aqui comigo, quando você recuperar a memória venha me procurar e tentar salvá-la, como eu tenho certeza que vai fazer, ai conversaremos melhor.
__Não vou recuperar a memória__ Joseph o desafiou.
__Ah você vai ,eu tenho certeza que vai... Não esperei séculos por esse encontro atoa, sei que não vai me decepcionar maninho. E eu tomaria muito cuidado bruxa__ ele voltou sua atenção a Rebeca__ continue murmurando esse maldito feitiço e corto a garganta dela bem na sua frente, não me custaria nada.
__Socorro__ eu implorei deixando lágrimas escaparem sem querer__ por favor Joseph, me ajuda.
__Isso tocante__ Marcus provocou__ está vendo Joseph? Ela está querendo sua ajuda... Não me decepcione, vou esperar por você.
__SOLTE-A__ ele ordenou vindo em nossa direção.
Foi a ultima coisa que ouvi, tudo pareceu perder o foco de repente e eu apaguei.
Abri os olhos devagar, minha visão estava turva e minha cabeça doía, eu estava confusa e não fazia ideia de onde estava, por um momento me senti perdida enquanto notava que aquele não era meu quarto, algo estava errado. Foi só quando ouvi passos se aproximando e a figura entrando no quarto que lembrei tudo que tinha acontecido anteriormente.
__Você finalmente acordou__ Marcus sorriu amigavelmente pra mim, mas ele não me enganava.
Fiquei totalmente alerta de repente, minha mente me alertou de que eu precisava sair dali, tentar fugir, tentei me levantar mas não consegui sair do lugar e só então percebi que meus braços estavam amarrados na cabeceira da cama, assim como minhas pernas.
__Desculpe por isso querida, mas você não vai a lugar algum__ ele se sentou na cama ao meu lado.
__O que você quer de mim?__ perguntei fazendo força pra me soltar embora soubesse que seria em vão.
__Você é muito importante pro Crowley princesa, e decidimos que não era boa ideia deixar você vagando por ai, ainda mais com meu irmãozinho vivo, ele tem o dom de se intrometer e atrapalhar assuntos que não são da sua conta.
__Importante pro Crowley?__ eu quase ri, mas aquela situação não tinha a menor graça__ o que ele poderia querer com alguém como eu? Se é por causa do Joseph, está perdendo o seu tempo, ele esqueceu de mim, ele não se importa mais comigo.
__Você está redondamente enganada__ ele disse rindo__ ele vai se lembrar acredite, ele queimou durante séculos no inferno e nunca conseguiu esquecer o que houve com Marie, porque ele esqueceria de você?
__Está subestimando minha importância__ resmunguei.
__Você é que está, mas não se trata do Joseph, na verdade fazê-lo sofrer é só um pequeno bônus incluído no pacote, o grande lance é você ser uma bruxa.
__Bruxa?__ eu o encarei confusa__ do que está falando?
__Ah__ ele fez careta como se sentisse culpado__ não tinham te contado ainda? Parece que cometi um engano. Você é uma bruxa Demi, o seu pai vendeu você pra uma bruxa há muitos anos atrás em troca de imortalidade, é uma longa e entediante história__ ele revirou os olhos__ mas tudo faz parte do plano.
__Eu não entendo, está me confundindo com alguém__ eu me recusava a acreditar naquilo, demônios eram mentirosos, ele só queria me confundir.
__Poderíamos discutir isso o dia todo, mas sinceramente não estou afim__ ele resmungou e percebi que tinha uma faca com a qual ele limpava as unhas, meu estômago embrulhou novamente.
__Você vai me matar?__ perguntei embora tivesse medo da resposta.
__Não, precisamos de você viva por enquanto, mas isso não me impede de te fazer sofrer um pouquinho__ ele abriu um sorriso diabólico__ diga-me, que tipo de torturas meu irmão fez com você? Te bateu, te cortou, queimou? Ouvi falar que ele era um dos demônios mas perversos do inferno, mas... Acho que você gosta de dor não é mesmo?
Ele aproximou a faca de mim, a deslizando devagar pelo meu pescoço e descendo pela blusinha fina que eu usava, minha respiração se acelerou e meu coração começou a bater descompensado enquanto a lâmina fria descia e parava na barra da minha calça jeans.
__Sabe__ ele passou a língua pelos lábios__ você não é de se jogar fora, na verdade é bem mais bonita do que me falaram, aposto que meu irmão se divertiu àbeça com você.
A lâmina adentrou devagar a minha calça e eu me encolhi, tomando cuidado com os movimentos pra não acabar me machucando, eu queria gritar, chorar e me espernear, cuspir na cara dele e descontar toda minha raiva, mas pensei que ficar quietinha garantiria minha sobrevivência.
__Imagino como você deve ser por debaixo dessa roupa__ ele sorriu maliciosamente__ sabe, podemos nos divertir juntos se você for boazinha, nosso tempo juntos pode ser agradável, eu sou um amante bem melhor que meu irmão, eu garanto.
__Verdade?__ provoquei incapaz de me segurar__ por isso que Marie o trocou por Joseph?
Seus olhos se fixaram nos meus e eles pareceram ficar mais escuros, ele me lançou um sorriso duro e claramente irritado, ele afastou a lâmina de mim e apoiou os braços na cama, se inclinando sobre mim e me fuzilando com seus olhos negros, me causando arrepios nada agradáveis.
__Devia tomar cuidado com o que fala garota, não posso matar você, mas ainda posso arrancar fora a sua língua, sem nem piscar__ ele me ameaçou com uma voz sombria__ Marie era uma vadia estúpida e o que aconteceu com ela foi muito bem feito se quer saber minha opinião, ela mereceu por ser uma traidora.
__Você é doente.
__Pois é__ ele sorriu__ e se não quiser perder nenhuma parte do corpo, nunca mais toque no nome dela perto de mim está ouvindo? Esse é um assunto que não lhe diz respeito e que pretendo resolver com meu irmãozinho muito em breve. Ele vai pagar por ser um traidor assim com ela.
Isso não era bom, não teria sido um problema se Marcus tivesse aparecido alguns dias antes, eu sabia que Joseph poderia lhe dar com ele, mas agora ele era um simples humano e sem nenhuma memória útil, o que o impedia de me proteger e proteger a si mesmo, ele estava vulnerável, talvez até mais que eu se é que isso era possível. Eu não podia mais contar com ele, isso me encheu de pavor.
__Eu devia deixar uma marca em você, algo profundo pra que toda vez que meu irmão olhe pra você ele se lembre de mim, ele se lembre do que me fez, pra que toda vez que olhe pra você sinta repulsa e nunca mais queira te tocar.
Respirei fundo pra tentar manter a calma, fechei os olhos pra não ter que encará-lo.
__Eu podia deformar o seu lindo rostinho__ ele segurou meu rosto com força__ mas seria um desperdício. Ou então eu poderia simplesmente fuder você todinha, seria a melhor tortura de todas.
Seus lábios tocaram meu pescoço enquanto sua mão descia pelo meio de minhas pernas, eu me sacudi completamente enojada com seu toque.
__Me larga__ eu ordenei__ tire as mãos de mim.
Eu já começava a me desesperar, sabendo que se ele quisesse fazer aquilo eu não teria como impedir, mas pra meu alivio o celular que ele carregava no bolso começou a tocar. Marcus bufou irritado, saiu de cima mim, ficando em pé e levou o telefone ao ouvido.
__Qual o problema?__ ele perguntou sem tirar os olhos de mim, houve uma pequena pausa__ sim, ela já está aqui no apartamento comigo, ta tudo resolvido e...
Antes que ele completasse sua frase, uma figura se materializou no canto do quarto, uma mulher loira de corpo escultural com muito pouca roupa por sinal. Não sei explicar porque, mas fui tomada por uma súbita raiva e uma vontade de arrancar os olhos dela.
__Até que enfim você serviu pra alguma coisa__ a mulher disse desligando o celular.
Marcus desligou o telefone e revirou os olhos__ não sabe mais bater?
__Como você a pegou?__ ela perguntou me analisando.
__Meus truques são muito mais eficientes que os seus__ ele deu de ombros__ possuir pessoas pra tocar o terror está fora de moda querida, isso não funciona mais.
__Isso é despeito porque você não pode mais possuir ninguém__ ela resmungou.
__Você bem que queria ter um corpo próprio__ ele zombou__ mas isso não vem ao caso agora Melissa, eu cuido dela, você desaparece, não preciso de você aqui.
__Não seja rude__ ela piscou pra ele__ só vim dar uma olhadinha.
Melissa, agora a sensação assassina que me invadira tinha uma boa explicação. Era a ex namorada vadia do Joseph que possuiu meu corpo por alguns dias. Como eu queria que minhas mãos estivessem livres naquele momento pra eu poder estapeá-la até não aguentar mais, eu sabia que sairia perdendo, mas mesmo assim seria gratificante.
__Oi Demi__ ela sorriu alegremente pra mim__ se lembra de mim?
__Melissa, como eu ia me esquecer de você? __ forcei um sorriso pra ela.
__Fiquei sabendo que Joseph esqueceu de você__ ela tocou no meu ponto fraco__ que chato não é? Mas eu sabia que esse romancezinho idiota de vocês não ia durar.
__Sabe o que é isso?__ eu entrei na provocação__ despeito, porque ele preferiu uma simples humana a uma criatura desprezível e sem alma como você.
__Auch__ Marcus pos a mão na boca segurando o riso__ essa doeu.
__Você é muito petulante pra quem está amarrada a uma cama prestes a morrer__ ela me desafiou, mas eu tinha conseguido afetá-la, ela já não parecia mais tão confiante.
__Eu vou morrer mesmo, não tenho muita coisa a perder__ e era verdade, eu já estava completamente ferrada, provocar um demônio não faria grande diferença na minha situação, de um modo ou de outro eu me daria muito mal. Pelo menos eu iria contente.
__Eu gosto dela__ Marcus comentou divertido__ meu irmão tem bom gosto, pelo menos em certas situações__ ele olhou torto pra Melissa.
__Como você é engraçadinho__ Melissa revirou os olhos e depois se aproximou da cama__ quando isso tudo acabar, eu vou acabar com você, triturar seu corpo em vários pedacinhos e queimar todos eles, vai ser um prazer enorme.
__Você pode tentar__ continuei sorrindo, mas era só pra esconder toda minha tristeza.
Eu estava conformada em morrer, mas isso não fazia ser menos assustador.

Fim do Terceiro Capítulo

Chapter Two ( Maratona)

Acordei tarde aquele dia, cansada de um jeito que nem imaginava, mas na primeira oportunidade inventei uma desculpa pra minha mãe e saí de casa. Mesmo com medo do que ia encontrar eu precisava ver Joseph, talvez às coisas estivessem diferentes e melhores hoje, a esperança sempre me acompanhava embora eu fizesse de tudo pra mandá-la embora. Usei a chave que Joseph me dera pra entrar no apartamento e encontrei Rebeca na sala lendo um livro velho e empoeirado.
__Oi Rebeca.
__Oi Demi, que bom que chegou__ ela sorriu pra mim e parecia mais calma que ontem.
__Esta tudo bem?__ perguntei com receio__ onde ele está?
__Ele esta no quarto descansando, depois que você foi embora ontem eu conversei com ele, expliquei com calma tudo que estava havendo e ele me entendeu e acreditou em mim, tenho alguns votos de confiança dele.
__Ok, mas ele não lembrou de nada não é?
__Não, ainda não... Acho que isso não vai acontecer naturalmente querida, só com intervenção de magia. Precisa ter um pouco mais de paciência, mas pode ir conversar com ele se quiser, ele está calmo hoje e bem simpático, já até me deu um sorriso.
__Bom saber__ forcei um sorriso__ me deseje sorte.
Deixei Rebeca na sala e fui caminhando até o quarto, fiquei parada um bom tempo na porta criando coragem pra entrar, precisava ter certeza que não cairia no choro quando olhasse pra ele e visse a indiferença em seus olhos, eu precisava muito ser forte agora. Paciência, era tudo uma questão de ter paciência e tudo ficaria bem, tudo voltaria a ser como antes, esse pensamento me ajudou a seguir em frente e abri a porta.
Joseph estava sentado na cama, com sua calça preta apertada__ que por acaso era minha favorita pois evidenciava umas partes dele que eu adorava__ uma regata branca deixando a mostra seus músculos e estava arrumando o cabelo. Olhando pra ele daquele jeito ainda parecia o meu Joseph e por um momento esqueci do que tinha acontecido e quase corri pra abraçá-lo e enchê-lo de beijos. Mas ai ele olhou pra mim, foi quando lembrei então que ele não sabia quem eu era e meu coração partiu de novo, mas me mantive firme no lugar, com a cabeça erguida.
__Oi__ ele deu um sorriso tímido__ você é Demi certo?
__É, sou eu sim__ forcei um sorriso.
__Rebeca me falou de você, hum... Desculpe pelo que houve ontem, eu estava um pouco confuso. É estranho você se matar, ir pro inferno, virar um demônio, matar um monte de gente e depois esquecer tudo que passou.
__Eu imagino que deve ser assustador__ concordei.
__Entre__ ele pediu__ eu não vou surtar, prometo.
Timidamente eu entrei no quarto, encostando a porta atrás de mim e caminhei até ele, sentando na beirada da cama, tentando manter distância, ficar perto demais não me ajudaria em nada. Dava pra ver em seus olhos que ele ainda não fazia ideia de quem eu era, mas diferente de ontem a hostilidade havia desaparecido, ele estava calmo, somente confuso.
__Rebeca disse que você é... Minha namorada__ ele disse meio sem jeito, era tão estranho vê-lo assim, tímido e vulnerável, Joseph nunca teve vergonha de falar o que pensava ou fazer o que desse vontade, eu sentia falta disso agora embora um dia tivesse desejado que ele fosse diferente.
__É verdade__ concordei olhando pras minhas mãos__ nossa relação era um tanto complicada mais...
Não consegui terminar a frase, ia dizer que apesar de tudo agente se amava, mais doeria demais verbalizar esse pensamento então me calei, era melhor assim.
__Você é linda__ ele comentou e fui obrigada a erguer os olhos pra fitar seu rosto nesse momento__ não deve ter sido atoa que me apaixonei por você, ainda mais sendo um demônio. Isso tudo deve ser difícil pra você também, eu... Sinto muito.
__Tudo bem__ dei um meio sorriso__ vamos sobreviver a isso também. Rebeca está trabalhando num jeito de trazer sua memória de volta, quando isso acontecer tudo vai voltar ao normal, só precisamos ter paciência.
__Érr... Eu acho que quando conversei com Rebeca não me expressei direito__ ele disse desconfortável.
__Como assim?__ o encarei confusa.
__Eu não quero me lembrar__ ele sussurrou.
__Não quer lembrar?__ o meu sorriso se desfez__ você não quer lembrar da sua vida?
__Se tudo que Rebeca me contou sobre o que eu esqueci for verdade, porque eu ia querer lembrar? Essas memórias do inferno, memórias de eu sendo torturado por séculos, sofrendo dores que nenhum humano deveria conhecer. Memórias de eu me tornando uma criatura suja e deplorável, memórias de eu machucando pessoas inocentes sem nenhum motivo, só por diversão... Porque eu iria querer lembrar disso? Que tipo de pessoa pode conviver com algo assim tão terrível?
__Mas... É a sua vida__ as palavras ficaram entaladas na minha garganta e uma expressão de horror estampada em minha face que me esforcei pra disfarçar, mas foi em vão.
__Escuta Demi, eu... Segundo Rebeca eu fiz de tudo pra me tornar um humano de novo, eu matei tanta gente pra conseguir isso que tenho agora, já pensou que o objetivo bem lá no fundo fosse esquecer toda essa dor? Já pensou que talvez eu não quisesse mais viver com isso?
__Você nunca me disse nada sobre isso, só disse que queria ser livre.
__Talvez eu não quisesse que você soubesse__ ele sugeriu.
__Por quê? Porque mentiria pra mim?__ não consegui segurar as lágrimas.
__Por isso__ ele disse apontando pra mim e parecia sentir pena da minha tristeza__ se eu gostava de você como me disseram, talvez eu não quisesse que você sofresse como esta sofrendo agora.
__Ah fez um ótimo trabalho__ me levantei da cama zangada.
__Eu sinto muito Demi__ ele disse__ deve ser difícil pra você, mas é a verdade, precisa entender o meu lado, eu sou um humano, não quero ter essas lembranças comigo pro resto da minha vida, mal consigo suportar as tragédias que já carrego comigo, pra que querer ainda mais, eu não sei se suportaria.
Fiquei olhando pra ele um longo tempo enquanto as lágrimas desciam, o pior é que fazia sentido... Ele devia saber a muito tempo o que ia acontecer quando o ritual se completasse, talvez ele quisesse esquecer, talvez essa tenha sido sempre a intenção, eu me sentia idiota por não perceber.
Então a minha fixa caiu, eu devia ter aceitado ontem, quando ele olhou pra mim e perguntou quem eu era, eu devia ter esquecido naquele momento, porque naquele momento o meu Joseph se foi, o homem que eu amava morreu e não ia mais voltar. Apesar de ter a mesma aparência que ele, o homem pra quem eu olhava agora não era ele, não era o meu Joseph, o meu ar, minha vida... Era um desconhecido que não se importava comigo, um homem marcado por uma grande tragédia.
__Você não é ele__ sussurrei sufocando minhas lágrimas.
__Eu sinto muito, de verdade__ ele disse e pareceu agoniado__ eu gostaria que houvesse um jeito de me lembrar de você, você parece ser uma ótima pessoa, alguém com quem eu gostaria de estar, mas eu não quero me lembrar do resto, eu não consigo... Eu amo outra pessoa, e embora ela não esteja mais aqui não vejo como poderia esquecê-la.
__Você nunca a esqueceu de verdade, eu sempre soube disso, quando se ama alguém de verdade agente nunca esquece, não importa o que aconteça... Acho que você não me amava o bastante pra lembrar de mim__ murmurei amargamente__ eu é que sinto muito... Não posso pedir que lembre, não tenho esse direito. Você conseguiu o que queria, não posso tirar isso de você. Eu o amo demais pra isso.
__Eu não entendo__ ele disse me encarando__ segundo Rebeca eu fiz coisas terríveis com você, como pode gostar tanto assim de mim?
__O amor é complicado, eu também não entendo como é possível, mas isso não importa mais__ dei de ombros__ vou deixá-lo em paz.
Eu não podia obrigá-lo a se lembrar de mim eu não tinha esse direito, ele conseguira o que tanto buscou esses anos todos de sofrimento, não podia obrigá-lo a lembrar de tudo aquilo só porque era conveniente pra mim, o amor tem dessas coisas. Eu estava por minha conta agora.
__Demi__ ele me chamou quando estava pra sair do quarto.
Parei de andar, mas não me virei pra encará-lo, eu não queria olhar mais pra seu rosto.
__Eu... Eu sinto muito... Eu... __ ele não conseguia terminar sua frase, e eu não queria ouvir.
Saí do quarto antes que desabasse ali mesmo.
Rebeca estava na sala esperando e tinha um sorriso no rosto, provavelmente achando que tudo estava bem, ver a tranquilidade dela me encheu de raiva, meu mundo estava desabando, em breve não me restaria nada e ela estava ali sorrindo pra mim. Eu sabia que não era sua culpa, mas eu precisava descontar em alguém.
__O que aconteceu?__ ela perguntou preocupada com minha expressão.
__Pode ficar despreocupada e parar de procurar um jeito de fazê-lo lembrar.
__O que? Por quê?__ ela não entendia.
__Porque ele não quer lembrar e eu não posso obrigá-lo__ praticamente gritei__ você está livre, não precisa mais perder seu tempo pra me ajudar... Acabou.
Não deixei que ela dissesse mais nada, só sai batendo a porta.
Eu atravessei a rua apressada querendo chegar logo na minha casa, na verdade eu queria sumir, ir pra um lugar onde ninguém me conhecesse, onde eu pudesse esquecer que minha vida era uma grande piada. As lágrimas tornavam difícil enxergar o que havia a minha frente, mas pude ver alguém surgindo da escuridão, correndo desesperado em minha direção. Meu coração se acelerou, pensei em sair correndo na direção contrária, mas então reconheci a figura, era meu pai.
__Pai?__ ele parou de correr ao esbarrar em mim, usei toda minha força pra ampará-lo e impedi-lo de ir ao chão__ pai o que houve?
__Você precisa ir embora daqui filha, você precisar correr o mais rápido e mais longe que puder__ ele disse desesperado, estava suado, a roupa suja de terra e sangue, e tinha um corte profundo na testa e outro no braço que parecia ter sido feito com uma faca.
__O que houve com você? Você precisa de ajuda__ eu disse preocupada__ eu vou chamar ajuda.
__Não, ninguém pode me ajudar... Você precisa escutar Demi, com muita atenção__ ele ergueu o rosto pra me olhar nos olhos__ você precisa ficar longe dele, não pode mais vê-lo.
__Está falando do Joseph?__ deduzi, não conseguia pensar em mais ninguém__ nós terminamos.
__Ótimo__ ela tentou sorrir mais estava nervoso demais pra isso__ agora arrume suas malas e vá embora, só assim vai estar segura... Eu sinto muito pelo que fiz, sabe que não foi de propósito não sabe?
__O que você fez?__ mesmo sem saber o que era senti meu estômago revirar.
__Ele não te contou__ ele pareceu contente com isso.
__Contou o que? Pai você está me assustando.
__Eu sinto muito Demi__ ele se soltou de mim__ eu sinto muito... Corra, corra o mais rápido que puder.
__PAI...
Ele não me deixou falar, se afastou de mim e saiu correndo como um louco, desaparecendo na outra esquina, na escuridão, pensei em correr atrás dele, mas eu estava confusa demais pra me mexer. Foi quando me lembrei de uma coisa. Joseph disse que conhecia meu pai de algum lugar, talvez ele tivesse lembrado, talvez tivesse acontecido alguma coisa nesse tempo que meu queria desesperadamente esconder de mim, mas o que poderia ser? O que o deixaria assim tão assustado?
Eu podia voltar ao apartamento de Joseph e perguntar a ele, mas ele não saberia me responder, ele não lembraria, podia ser provável que Rebeca soubesse, mas quem garantia que ela ia querer me ajudar? E eu não estava com vontade de olhar pra nenhum dos dois agora, eu ia ter que encarar isso sozinha, ia ter que dar meu jeito de descobrir. Fiquei tão entorpecida com meus pensamentos que esqueci de me perguntar o que tinha acontecido com meu pai, porque ele estava machucado. Senti minhas pernas ficarem bambas e me abaixei no chão, sentando na calçada e escorando a cabeça entre as mãos. Tentei respirar fundo várias vezes, não queria parecer acabada quando entrasse em casa, minha mãe não precisava ser envolvida nos meus problemas, nessa minha vida maluca.
Não me importei de ficar sentada na rua àquela hora da noite, mas me arrependi de não ter entrado em casa imediatamente quando senti uma presença desagradável muito perto de mim. Tirei as mãos do rosto e a primeira coisa que avistei foi um par de sapatos bem diante de mim, prendi a respiração e devagar fui erguendo o rosto, subindo pela calça escura, chegando à camiseta preta e finalmente alcançando um rosto.
Era um homem, não muito mais velho que eu, tinha a pele clara, cabelos escuros, não sei se era coisa da minha cabeça, mas ele se parecia muito com Joseph, os olhos escuros sombrios me analisaram, e ele tinha um sorriso ameaçador estampado no rosto. Mas o que me desesperou foi a faca que ele girava entre os dedos, que tinha a ponta coberta de sangue.
__Oi__ ele murmurou e o som da sua vez fez percorrer algo estranho por todo meu corpo.
__Você precisa de ajuda?__ eu perguntei com a voz trêmula, fingindo que tudo estava bem, me levantei devagar, dando um passo pra trás pra manter distância dele.
__Na verdade você pode me ajudar sim Demi__ o ar fugiu dos meus pulmões quando ele pronunciou meu nome, era o que eu temia, não era um carinha comum__ preciso encontrar uma pessoa, Joseph... Acho que você o conhece muito bem.
__Não sei do que está falando__ tentei mentir, mas eu não era boa nisso__ não conheço ninguém com esse nome, eu... Eu não posso ajudar.
__Demi, Demi__ ele balançou a faca na frente do meu rosto__ mentir não é uma boa ideia... Diga-me agora onde ele está, e me poupara o trabalho de arrancar isso de você. Ninguém precisa se machucar ainda.
__Quem diabos é você?__ perguntei antes que pudesse me conter.
Ele piscou, e quando olhei novamente pra seus olhos eles estavam totalmente negros... Ele era um demônio. Depois ele sorriu, um sorriso incrivelmente doce e encantador que fez meu estômago revirar novamente e minhas pernas ficaram bambas, eu não sabia qual era o lance com os demônios, apesar de a maioria dos seus poderes não funcionar em mim, eles conseguiam facilmente me deixar fora de órbita com seu sorriso e seu jeito sedutor.
__Meu nome é Marcus, acho que já deve ter ouvido falar de mim__ procurei em minha memória algum conhecimento com esse nome, mas não conseguia pensar em nada__ eu vou te dar uma dica, ele roubou minha namorada... Você já deve ter ouvido essa história.
Meus olhos quase saltaram das órbitas__ você é o irmão dele.
__Tocante não__ ele revirou os olhos__ esse papo está me enchendo, onde ele está?
__Eu não sei__ menti novamente.
Olhei pro outro lado da rua, calculando quais eram as minhas chances de conseguir fugir dele, não eram muitas, mas eu não ia ficar ali parada esperando pra morrer. Acertei um soco no rosto dele e sai correndo da direção contrária o mais rápido que pude, não tinha ido muito longe quando dei de cara em alguma coisa no meio da rua, parecia uma parede, fiquei sem ar e cai sentada no chão com uma dor insuportável no peito. Olhei pra frente e vi Marcus parado a minha frente rindo.
__Você é patética__ ele disse rindo__ fugir também não é uma boa ideia garota estúpida.
__Por favor, me deixa em paz__ eu implorei ficando desesperada.
__Vem aqui__ ele estendeu a mão e me agarrou pelos cabelos me obrigando a ficar de pé, eu grite com a dor que isso que causou. Ele puxou meu rosto pra bem perto do seu, perto demais e fixou seus olhos nos meus__ me diga agora onde está o Joseph. Eu poderia encontrá-lo sozinho mas por algum motivo não posso sentir mas sua presença e isso não me deixa feliz. Onde ele está?
__Eu não sei__ menti novamente, ele não se importava mas comigo, mais eu ainda morreria pra protegê-lo.
Ele me encarou de um jeito estranho__ então é verdade o que disseram, a hipnose não funciona com você, isso é irritante sabia? Eu vou ter que apelar?
__Está me machucando__ choraminguei tentando fazê-lo soltar meu cabelo.
__Você é muito bonita Demi__ ele murmurou baixinho agora com uma voz sedutora e mais uma vez tive arrepios, ele aproximou sua boca do meu ouvido e me encolhi com o contato__ diga-me onde ele está e poderemos ser amigos. Vamos... Eu sei que você quer.
Conforme ele sussurrava minha mente parecia viajar e ficava difícil de me concentrar, eu não conseguia lembrar o que me deixava com medo, eu não sabia o que estava errado.
__Diga onde ele está__ ele sussurrou de novo.
__No apartamento__ eu respondi incapaz de me segurar, naquele momento eu daria qualquer coisa que ele me pedisse__ do outro lado da rua.
__Boa garota__ ele aprovou e deu um beijinho na ponta da minha orelha__ que tal um reencontro de família agora? Vai ser emocionante, e você vai comigo. Aposto que meu irmãozinho vai adorar saber que conheci a namoradinha dele.
Quando ele começou a me arrastar em direção ao prédio eu não resisti, ainda não conseguia me impor, ainda estava entorpecida, mas também me sentia apavorada sabendo que aquilo não acabaria nada bem.

Fim do Segundo Capítulo

domingo, 23 de dezembro de 2012

Ours - Capitulo 5

A frase que a apresentadora falou no jornal ainda ecoava pela minha cabeça "A guerra acabou, logo os sobreviventes voltarão para casa" eu sorria abertamente, mas aquele sorriso não mostrava nem metade da felicidade que eu estava sentindo naquele momento.
Nos proximos dias provavelmente o Joe estaria voltando para casa, ou então algum soldado, o capitão, alguém assim estaria batendo na minha porta para dizer que o Joe tinha falecido ou algo do tipo. Meu coração bateu desesperado dentro do peito quando eu pensei nisso. Joe era um homem forte, ele podia ter se machucado, mas ele tinha me prometido que voltaria para mim, e ele ia voltar.
Peguei meu celular e o impulso que eu tomei foi discar o numero da Miley. Eu poderia ligar pra Selena, mas bem últimamente eu e a Miley estavamos mais proximas que nunca e ela estava nessa mesma situação que eu.
- Demi! - Ela falou, e pelo seu tom de voz pude perceber que ela também ja sabia da noticia, porque pelo seu tom ela sorria também.
- Miley, eu não acredito! Acho que eu nunca esperei por isso durante minha vida toda! - Falei rapidamente praticamente como se "comesse" as palavras.
- Demi, é um sonho! Só pode ser!
- Não é, estamos acordadas! Oh meu Deus Miley! Eu não acredito!
- Nem eu Demi! Finalmente vamos poder ver o Liam e o Joe. Ai meu Deus! Tomaram que eles estejam bem!
- Tomara mesmo! Mas bem... eles são duros na queda né! Eles vão estar! - Falei convicta.
- Sim! Eles vão! - Ela falou e depois continuou. - Dems, eu tenho que desligar aqui sabe, eu quero deixar a casa bem arrumadinha pra quando o Liam chegar. Mesmo eu não sabendo quando ele vai chegar. Mas acho que amanhã eles já chegam! Pelo menos eu vou deixar tudo pronto para amanhã.
-É eu também acho! - Falei. - Vou arrumar aqui também, e vou pensar em algo para comemorar as boas vindas dele.
- Hummm, amanhã tem! - Miley falou e riu.
- Miley! - Falei repreendendo-a enquanto corava.
- Brincadeirinha Demi linda! Vo desligar, beijos tchau. - Ela falou e desligou.

Ri da Miley e suas brincadeiras e suspirei fundo. Só o Joe para fazer eu arrumar a casa uma hora daquelas mesmo, hora de arrumar a casa era durante o dia.
Troquei de roupa, ja que eu não queria sujar o meu pijama, e comecei a arrumar a casa, os quartos, tudo, deixei tudo impecavel e ao mesmo tempo acolhedor para quando Joe chegasse.
Varri, limpei, coloquei tudo em seu devido lugar e quando eu terminei de arrumar as coisas e etc, já eram 10:00 . Peguei meu celular e decidi se ligaria ou não para minha chefe para pedir uma folga no dia de amanhã. Resolvi ligar e expliquei  o que estava acontecendo e disse que tinha ja adiantado o trabalho no dia e que não ia fazer muita falta, e qualquer coisa eu ficaria até mais tarde no outro dia resolvendo coisas. Ela deixou agradeci e muito a ela e depois fui tomar um outro banho.
Tomei e vesti um pijama, fui tentar dormir, fiquei a noite inteira sem conseguir dormir, e quando consegui ja era de madrugada.



Acordei com alguns raios de sol batendo na minha cara, olhei no relógio que tinha na mesinha de cabeceira e vi que ainda eram 7 horas da manã, suspirei fundo pensando que tinha acordado muito cedo para o trabalho e dai me lembrei de tudo da noite passada: Joe poderia chegar a qualquer momento.
Dei um pulo na cama e peguei meu celular, Joe tinha levado o celular dele, mas é claro que não poderia ligar, por isso disquei o numero dele e começou a chamada.
- Alô? - Um homem do outro lado da linha perguntou, mas a voz não era do Joe. Estranhei mais continuei.
- Hum... er... cadê o Joseph? - Falei com uma voz falha.
- Joseph? Ah sim o Joe! Ah, ele está aqui! - Ouvi o som de pessoas andando enquanto ele passava o celular para Joe. Meu coração parou naquele momento.
- Demi? - Joe falou em um tom feliz e meu coração parou naquele momento. Senti lágrimas descendo pelo meu rosto.
- Joe! Meu Deus, você não sabe o que você me fez passar, você não sabe como meu coração está aliviado agora que eu estou ouvindo a sua voz!
- Demi eu te amo tanto! Senti tanto a falta de ouvir a sua voz! Finalmente vou voltar poder voltar para casa!
 - Quando você chega Joe?
- Ah, eu chego hoje mesmo! Devo chegar um pouco depois do meio dia. Ai eu almoço com você!
- Ok, estou esperando! Esperei tanto por esse momento!
- Eu também minha pequena! Mas agora eu tenho que desligar, vou embarcar! É uma longa viagem até ai e eu estou cansando! Beijos e eu te amo.
- Também te amo. Beijos. Chega logo!

Desliguei a chamada, e me joguei na cama de novo. Suspirei fundo e senti o meu coração acelerar: Em mais algumas horas eu ia ver o Joe.
Fiz minha higiene matinal e vesti uma roupa bem leve. Peguei uma bolsa com dinheiro e etc e fui pro supermercado comprar uns ingredientes.
Não era muito boa na cozinha mas uma coisa eu sabia fazer, era uma receita velha de familia: lasanha. Era uma lasanha diferente de todas as outras, ainda mais que eu colocava todo meu amor nela.
Comprei os ingredientes, e comprei sorvete também. Flocos. O favorito do Joe. E fui para casa.
Deixei o sorvete no congelador e comecei a preparar a lasanha. Quando eu terminei já eram 10:30 . As horas pareciam demorar um ano para passar. Praguejei por conta disso e fui pro banheiro tomar um banho. Tinha que estar bem arrumada para quando Joe chegasse. Tomei um banho demorado. Lavei o cabelo, e etc... Depois vesti um vestido meu, bem simples que eu usava para dentro de casa e que Joe amava. A cor dele era um branco meio bege, ele tinha tipo um cintinho de renda embaixo do busto e em alguns lugares ao longo do vestido tinha uma estampa de flores tropicais. Ele tinha uma alça bem fininha era bem rodado e batia no joelho.
Calcei uma sandalia qualquer. E depois desenrolei meu cabelo, que estava envolto em uma toalha, numa tentativa que secasse. Penteei ele e deixei com que secasse com o tempo.


Horas se passaram e quando deu 13:30 a campainha tocou anunciando a chegada de alguém. Meu coração bateu forte dentro do meu peito. Levantei do sofá em um pulo só e corri para a porta. Abri ela rapidamente e meu coração bateu forte ao ver o meu Joe ali fora com um sorriso. Ele estava com cabelo e barbas maiores, um bigode havia crescido, a pele dele tinha vario arranhões e alguns ferimentos, e ele parecia que não tinha tomado um bom banho a um bom tempo, no maximo um banhozinho de 1 minuto depois de dias sem tomar nenhum. A minha primeira reação foi pular em cima dele e o abraçar apertado. Deixei com que todos meus sentimentos se colidissem dentro de mim e comecei a chorar, mas não um choro de tristesa, e sim um choro de alivio.
-Não chora, pequena! - Joe falou, me colocando no chão, depois de nós ficarmos alguns minutos daquele jeito, ele entrou em casa e eu fui logo atrás dele.
- Joe, você não sabe o medo que eu tive que você não voltasse para mim! - Falei entre as lágrimas.
- Demi, eu te prometi que ia voltar. Eu te amo Demi! E agora estou aqui! - Ele falou, enquanto colocava suas mãos nos meu rosto e secava minhas lagrimas e eu sorri com o gesto. Ele se aproximou mais se mim e começamos um beijo. Um beijo calmo e apaixonado. Nós aproveitavamos o beijo como se nunca tivessemos nos beijado antes e como se aquele fosse o nosso último beijo. Aproveitamos todos nossos toques e caricias até que resolvemos partir o beijo com alguns selinhos.
Abracei o Joe e por conta de eu ser muito baixinha e estar sem salto naquele momento, meus braços o envolveram mais ou menos um pouco embaixo dos braços deles. Assim que apertei o abraço ouvi ele gemer, separei ele rapidamente e perguntei.
- O que foi? - Perguntei apreensiva e preocupada.
-Ah, é que além desses arranhões e machucados a guerra fez isso comigo. - Ele falou ele suspendeu a blusa de um lado revelando um grande machucado, mas não parecia tãão profundo assim, mas parecia doer.
- O que foi isso, Joe? - Perguntei preocupada.
- Eu levei um tiro de raspão... bem, eu parei de fazer curativo a alguns dias pensando ja ter melhorado... mas enfim, ainda doi um pouco.
- Meu Deus Joe! Precisamos cuidar disso direito! Vem cá! Vou te dar um banho e cuidar desses machucados e arranhões seus.
-Ta bom mamãe! - Ele falou e foi tirando a sua camisa enquanto subiamos as escadas em direção ao banheiro.

 Ajudei Joe no banho e cuidei de seus ferimentos. Depois ele vestiu uma bermuda e ficou sem blusa. Passei alguns remédios e pomadas no ferimento maior dele causado por uma bala e fiz um curativo logo depois. Almoçamos e depois comemos sorvete. No fim fomos assistir TV. Ele estava sentado no sofá e eu estava sentada no lado dele. Ele me envolvia em seus braços e eu deixei minha cabeça ficar entre seu peitoral e seu ombro.
- Demi eu tive tanto medo! - Joe começou falando.
- De que? - Eu perguntei curiosa.
- De quando chegasse aqui você estivesse totalmente diferente, e que não me amasse mais, mas ainda bem que a unica coisa que mudou foi o cabelo e ah, você ficou linda loira!
- Ah, Joe. - Falei corando envergonhada. - OBrigada.
- Que isso! Mas, Demi, não foi só você que sofreu, eu tive tantas saudades. E dai eu imaginei, e se você estivesse alguém melhor do que eu?
- Joe, olha bem pra mim! - Eu falei e ele olhou nos meus olhos. - Lembra que eu te falei antes de ir que a guerra não era nossa? - Ele balançou a cabeça arfimando. - Então... essa guerra não foi nossa, mas o amor é nosso! Joe, um verdadeiro amor nunca se acaba! E o nosso nunca vai se acabar!
Ele sorriu sorriu para mim e eu sorri de volta para ele, nos abraçamos(tive o cuidado para não tocar em seu ferimento) e ficamos daquele jeito por um tempo.




 FIM




*OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO*


 Gente está ai! Me desculpem, mas pelo horario não da para fazer mais a maratona hoje! Na vdd não é nem pelo horario é porque não da mesmo! Tipo, já me encomendaram uma capa para face ai eu tou fazendo ela agora e fora outras coisas que tou fazneod *OO* . Desculpem não postar mais cedo! Tipo de manha fui visitar meus parentes na roça e só voltei duas da tarde. Desde então fiquei tentando escrever esse capitulo, porque toda hora alguém passava aqui atrás!
Enfim... Bem vinda seguidora nova *OO* (Larii). E enfim, ai está o final! Ficou grandinho hein? u.u Era pra sair maior, mas eu resumi algumas partes como vocês podem ver! E pra quem ficou curiosa. O Liam voltou vivo. Não coloquei pra não quebrar o clima de romance do final!
Espero que vocÊs tenham gostado! Comentem e amanhã eu faço a maratona ok?
Beeeeeeeeeeijos cupcakes!

sábado, 22 de dezembro de 2012

Ours - Capitulo 4

Dois anos e meio depois


Já se passaram dois anos desde a ida de Joe. Eu fiz de tudo para não me lembrar dele, é claro só durante esse tempo não que eu quisesse esquecer ele para sempre porque meu amor por ele crescia mais e mais a cada dia, eu tentei dar uma repaginada na minha vida, e ficar esse tempo sem me lamentar mas bem, foi dificil, mas até que em alguns dias consegui fazer isso.
Bom, eu mudei um pouco, pintei meu cabelo de loiro, e para minha surpresa fui promovida no trabalho, fiquei tão alegre no dia. Bem... não so fui eu que mudei não, Miley adotou um estilo novo e além de ter pintado o cabelo de um loiro meio platinado ela cortou também, raspou um pouco dos lados e deixou o meio bem curtinho, ficou lindo!
Bom, nós duas não tinhamos mais aquela rotina de uma dormir uma na casa da outra reversadamente porque aquilo se tornava muito cansativo para nós, praticamente todo dia, uma ter que acordar mais cedo para poder ir pro trabalho por ele ficar mais longe. Uma vez ou outra uma dormia na casa da outra, mas não com toda aquela frequencia de antes.
Todo dia eu acordava na esperança de ser comunicada, seja no jornal, pessoas falando na rua, ou até uma carta ou ligação que a guerra acabou e que meu Joe está bem.
Acordei eram 7 horas, o bom de ter sido promovida era que eu podia chegar mais tarde, peguei uma xuxa e fiz um rabo de cavalo alto no meu cabelo, tirei minha roupa e tomei um banho quente, fiz minha higiene matinal e depois vesti uma roupa formal, passei a mesma maquiagem clara de sempre, mas dessa vez resolvi colocar um batom vermelho combinando com a cor do salto e da bolsa que eu resolvi usar.
Penteei meu cabelo e deixei ele solto, peguei meu babyliss e fiz uma leve ondulação na extenção do cabelo e quando ia chegando na ponta fiz uns "Cachos grandes", coloquei uma touca, um cachecol e luvas finas porém que esquetavam bastante, já que fazia frio e nevava lá fora . Peguei minha bolsa com meus pertences e saí de casa trancando logo em seguida. Bom outra coisa também boa de ter sido promovida é que eu podia deixar a pasta com os documentos na empresa, ai eu só trazia quando precisava teminar algo.
Entrei no carro e deixei minha bolsa no banco do passageiro e dirigi até a Starbucks. Estacionei o carro na frente da Starbucks que não estava tão cheia assim, peguei minha bolsa sai do carro e tranquei o mesmo e adentrei a "loja" .
Fui até o balcão e pedi o de sempre: Capuccino e dessa vez resolvi pedir um sanduiche natural para acompanhar. Assim que me entregaram o pedido fui até uma mesa, me sentei e comecei a tomar meu café da manhã. Quando terminei paguei a quantia equivalente ao preço do que eu consumi e fui até o carro e saí em direção a empresa.
O natal chegava, e depois de passar 2 natals sem o Joe por perto eu esperava que ele voltasse nesse.
Quando cheguei na frente da empresa, fui até o estacionamento e deixei o meu carro estacionado lá, respirei fundo. Mais um dia de trabalho. Mas um dia começaria.
Caminhei normalmente até as escadas que tinha no estacionamento e nos levava até o hall de entrada. Cheguei lá e peguei o elevador para minha sala.
Durante o dia resolvi muitas coisas, cuidei de muitos documentos. Quando deu meio-dia fui em um restaurante que tinha por perto da empresa mesmo e almocei lá. Quando acabei, meu intervalo para o almoço ainda não tinha terminado, mas mesmo assim voltei para empresa logo para adiantar algumas coisas que tinha que resolver.
Depois de passar a tarde trabalhando voltei pra casa mais cedo. Tomei um banho relaxante e vesti logo um pijama.
Preparei alguma coisa pra comer e fui pra sala. Sentei no sofá enquanto comia e assistia o jornal que ja havia começado a um tempinho.
Assim que chegou a parte que falava sobre a guerra fiquei ansiosa. Abri um sorriso larguicimo, maior que meu rosto, quando soube que aquela "rebelião/guerra" havia acabado e que logo em breve os sobreviventes deveriam chegar em casa.
Continuei com o sorriso e fiquei lá assistindo tv mas sem pensar em nada: Se Joe estivesse vivo, ele voltaria logo para casa.




~~~~ ~~~ ~~~~~ ~~~~~
Gente, sorry, eu sei que ta pequeno e tudo, eu só pude escrever até ai porque eu tenho que sair do pc agorinha. eu ia fazer um capitulo maior. deve estar mais ou menos na metade ai do que eu ia postar x.x . desculpa não postar ontem não deu! Ah, amanhã vou posta o ultimo capitulo (sorry não ta junto tou escrevendo super rapido aqui pra vocês não ficarem sem capitulo hoje.) desculpem os erros. Beijos e comentem!
Amanhã tem maratona, presente de natal pra vcs u.u .
Amanhã no último cap desse eu falo como vai ser a maratona! comentem nesse. beijos.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Ours - Capitulo 3

Acordei no outro dia sentindo meus olhos inchados por ter chorado no dia anterior. Fui ao banheiro e me vi em uma situação de calamidade: Rosto inchado, olhos vermelhos, cabelo embaraçado e todo para cima. Se Joe soubesse a falta que eles está me fazendo...
Tirei minha roupa lentamente e entrei no chuveiro frio, tentando tirar toda aquela dor, tristeza e saudade de mim, como se tudo isso, todos esses sentimentos fossem sair de mim a medida que a água ia caindo e ia sair junto com ela pelo ralo.
Tomei um banho e lavei meu cabelo, depois assim que sai do banho me enchuguei e me desenrolei da toalha, peguei a roupa formal que eu havia trazido para casa da Miley para poder ir pro trabalho no dia seguinte, vesti ela, fiz minha higiene matinal, e depois peguei o secador, sequei meu cabelo,  e depois fiz uma maquiagem bem levinha e natural. Depois que terminei de me arrumar, fui até o espelho e falei para mim mesmo.
- Nada mal! -
Bom, minha vida não poderia ficar parada, esperando Joe voltar, certo? Por mais que isso fosse doloroso! Fui até a cozinha, onde encontrei Miley fazendo café e falei.
- Bom dia, Mi! -
- Bom dia bela adormecida! - Ela zomboou
- Fique sabendo que eu estava me arrumando, ok? - Falei para ela, ela ainda não tinha olhado para mim, e ela ainda estava de pijama por sinal, bom a sorte de Miley era essa, o trabalho dela começava mais tarde que o meu, por isso ela podia dormir até mais tarde, mas ela geralmente acordava mais cedo e ia preparar o café da manhã para mim e eu geralmente acordava uns minutinhos depois que ela e descia para ajudar ela sem ter me arrumado, mas hoje resolvi seguir uma rotina diferente.
- Hum, é mesmo, e olha como você está chic e bonita! - Ela falou enquanto olhava para mim e ria, deixou na colher em cima da minha pegou na minha mão e me fez girar enquanto nós duas riamos, e bem na hora que a gente resolveu fazer essa "brincadeirinha" pra descontrair o café subiu e derramou no fogão sujando ele.
- Porra Demi, olha o que você fez eu fazer! - Miley falou desligando o fogão rapidamente. Bom, na casa da Miley tinha cafeeteira mas nós, na verdade ela, preferia fazer o proprio café, ela dizia que era mais gostoso.
- Eu? Você que resolveu fazer essa brincadeira, tá? - Falei rindo ainda do que tinha acontecido com o café.
- Você que vai limpar o meu fogão! - Ela me falou fuzilando com o olhar. Eu ri da cara dela revirei os olhos e falei.
- Ta ta! Agora vamos logo que eu tou com fome! - Falei pegando algumas coisas e colocando na mesa enquanto Miley terminava o café. Tomamos café normalmente, depois peguei minha pasta com alguns documentos e outras coisas que eu precisava resolver la no trabalho. Me despedi da Miley peguei a chave do meu carro e fui para o meu trabalho dirigindo.
Chegando lá, estava o mesmo clima chato de sempre, tédio total, aquelas pessoas que não faziam nada e assim ainda ganhavam o dinheiro, o pior é que elas não fazem nada, só ficam conversando o dia inteiro, uma vez ou outra fazem alguma coisa e não ganham nenhuma reclamação e eu que dou o meu melhor sempre levo uma reclamação. Eu daria tudo para sair desse emprego, mas nesses dias as coisas andam cada vez mais dificeis de achar um emprego e bom, o salario era bom e dava pra me manter, ainda mais sem Joe ao meu lado...


Depois de mais um dia chato de trabalho com meu chefe reclamando toda hora e os colegas de trabalhado soltando piadinhas de mim eu sai do trabalho voando e fui direto para minha casa. Era meio estranho um dia eu dormir na casa da Miley e outro dia ela dormir na minha, virava até um pouco cansativo, mas era o unico jeito, mas eu pretendia propror outra coisa pra ela.
Assim que cheguei em casa deixei minha pasta em cima do sofá e peguei meu celular enquanto discava o numero da Selena.

- Seeeeeel!!!! - Falei animada.
- Demiiiii, aaa finalmente, ja tava com saudades já! - Ela falou rindo.
- Nossa velho, a gente se falou ante-ontem! - Eu falei.
- Eu sei, mas sei lá.... - Ela riu do trocadilho que ela fez e continuou. - Como anda as coisas? Vejo que está mais animada hoje.
- É... - Falei enquanto me jogava no outro sofá. - Eu resolvi não ficar sofrendo tanto do jeito que eu tava, eu não imagino uma vida sem Joe, mas e se, deus me livre, de acontecer uma coisa com ele? Eu vou ter que superar um dia né? Nem que seja dificil!
- É Demi, mas nada vai acontecer com ele! - Ela falou com convicção.
- Espero, Sel, eu realmente espero! - Falei num sussurro enquanto suspirava.
- Então... como vai Justin? E o bebê? - Bom... Selena era casada com o Justin e a pouco tempo eles haviam tido um bebê, por causa disso o Justin não precisou ir também.
- Eles estã omelhores do que nunca! - Ela falou, e pelo seu tom de voz pude perceber que ela sorria do outro lado da linha. 
- Que bom! - Falei enquanto sorria. Percebi que Miley chegava em casa e falei. - Tenho que desligar agora Sel! Foi bom falar com você, beijos te amo e se cuida!
- Ok, Dems! Beijos, te amo mais e se cuida também! E confia em mim ele vai ficar bem! - Ela falou e desligou a ligação.
- Assim espero. - Falei num tom bem baixo, mesmo sabendo que ninguém iria me ouvir.

Fui pro meu quarto e deixei o celular em cima da mesinha de cabeceira, tirei minha roupa e fui tomar um banho quente e relaxante, me enxuguei e vesti meu pijama, fui até a comida e preparei umas coisas pra quando a Miley chegasse pra gente comer. Quando eu terminei eram 7 horas e Miley só chegava as 7 e meia. Fui até meu quarto e peguei meu celular e mandei um sms pra ela.

"Que horas você vem?"
"Vou chegar um pouco mais tarde hoje, me desculpa Dems. Teve mais coisa pra fazer aqui do que eu imaginava. Aff ¬¬" - Ela me respondeu. Ri comigo mesma e respondi.
"Ok então... tou te esperando pra comer!"
"Não espera! Não sei que horas vou chegar. Come sozinha, se for muito tarde eu durmo em casa mesmo."
"Ok, mas vou estar te esperando aqui pra dormir! Pelo menos isso Mi"
" Aff, ta bom -.- beijos. o Chefe ta chegando se ele me vê no cel me mata"
"Ok kkkkkkkkkkkK"


Fui até a cozinha e coloquei um pouco de suco em um copo e peguei umas torradas, fui até a sala e liguei a TV tomei café assistindo o Jornal que acabara de começar. Fiquei cada vez mais ansiosa e então a apresentadora começou a falar dos mortos, desaparecidos e etc. No fim Joe não estava na lista. Suspirei aliviadamente enquanto lagrimas de alivio e aflição desciam pelo meu rosto: E se Joe estivesse entre os desconhecidos?




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Iai galera \o/ Eu ia postar esse cap só amanhã pra matar vocês de curiosidade mas resolvi postar hoje u.u .. Ta vendo como ta maior que os outros? Perceberam que foi aumentando aos poucos? u.u
Então... o proximo capitulo vai ser o último, ou o penultimo u.u . Ainda não me decidi! Depende se eu tiver ideia pra alguma coisa a mais acontecer ok? kkkkkkkk. Ou então eu posso juntar o penultimo e o último em um só pra não ficar muito pequenos!
Eu fiz a mini-fic Diley e Semi pra quem gostar de cada um ficar feliz ok? u.u . Eu mesmo amo Semi e Diley <3 .
Enfim, espero que gostem! Beijos, comentem e divulguem cupcakes *O*

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Ours - Capitulo 2 + Desculpas e explicações

 Demi narrando ~~

Três dias depois.

Três dias se passaram desde a ida de Joe. Três dias de pura aflição e saudades. Três dias que paresseram todo o tempo do mundo. Mesmo eu já tendo passando esses três dias, sem a presença do Joe, sabendo que tendo que passar muito mas que três dias, eu sei que minha vida não pode parar mesmo que eu não consiga imaginar uma vida sem ele, eu tenho que continuar.
Durante esses três dias, foi muito dificil me concentrar no trabalho, sendo que qualquer coisa poderia acontecer com o Joe, ou até mesmo com a gente estando aqui.
Passei esses três dias sem entender como os meus colegas de trabalho, poderiam estar totalmente calmos diante dessa situação que se passava, mesmo não sendo no nosso país, o mundo inteiro poderia sofrer. Uma ou outra pessoa do trabalho, tambem estava com medo de algo acontecer com algum parente que tinha ido, mas acho que nenhuma pessoa estava sofrendo tanto quanto eu.
Eu rezava todos os dias para que não acontecesse nada com o Joe e sempre que eu ia assistir o jornal da noite rezava mais uma vez quando eles iam dizer os nomes de alguns mortos identificados, é claro que não conseguiam identificar alguns, e muitos corpos haviam sumido, e por causa disso meu coração ficava prestes a sair pela boca.
É claro que algumas amigas, poucas mais verdadeiras, me apoiavam nisso. Miley e Selena eram uma delas. Elas não se davam muito bem, mas mesmo assim me ajudavam como podia, Selena morava em outro lugar bem distante daqui por isso só tinha como se comunicar comigo por telefone ou pela internet, skype etc...
Bom, Miley, a gente se via todos os dias, reversavamos uma indo dormir na casa da outra para espantamos a solidão, já que Liam, também havia ido só que Miley estava um pouquinho mais relaxada do que eu, já que Liam não corria tanto perigo assim já que ele havia ido para ajudar na enfermaria.
- Demi você precisa se acalmar! - Miley falou para mim, estavamos na casa dela de pijama e no sofá, tivemos um dia longo cada uma em seu trabalho e agora estavamos ali tentando relaxar assistindo o jornal, eu esperava que a parte falando sobre aquela "Guerra" passasse logo, para saber se tinha alguma noticia do Joe, e Miley esperava sobre o Liam.
- Olha só quem fala, pensa que eu não te vi ai roendo as unhas e rezando né? - Falei com voz de choro. O choro havia significado muito para mim nesses últimos dias, um dos metódos mais faceis de afastar a dor, mas aquilo não funcionava, eu precisava falar com o Joe, tocar nele, abraçar ele, só assim saberia que ele estava realmente bem.
- Ta Demi, mas eu não fico chorando por ai! -
- Eu te vi chorar! - Falei.
- Bom, claro né? Eu não sou de ferro, eu sinto muitas saudads do meu Liam! - Miley falou enquanto algumas lágrimas chegavam aos seus olhos por ter falado do Liam, e também enquanto ela se agarrava a um urso de pelucia que o Liam tinha dado para ela alguns dias antes de viajar.
- Ta ta, agora vamos, a parte vai passar agora! - Falei apontando para a TV e olhando para mesma enquanto ouvia e via a apresentadora falar com uma voz de luto.


-Foram encontrados alguns corpos, alguns desconhecidos, também há desaparecidos e aqui vai a lista de alguns que foram encontrados mortos, e os que morreram a caminho da enfermaria. - A apresentadora começou a falar os nomes rapidamente das pessoas que haviam morrido e na mesma rapidez as fotos dos falecidos iam aparecendo na tela. Ela demorou 10 minutos falando e pela felicidade minha e a de Miley nem o Joe nem o Liam não estavam na lista, mas isso não fazia com que nossa aflição abaixasse, só se fosse um pouco, porque também haviam os desconhecidos e desaparecidos não identificados.
As lagrimas ensistiram em cair dos meus olhos, por felicidade e tristeza.
- Calma, Demi, não fica assim! - Miley falou enquanto vinha me abraçar, ela deixou minha cabeça debaixo do seu queixo e eu senti quando algumas lagrimas delas caiam. Eu adimirava muito a Miley, ela era uma pessoa forte e vivia intensamente, era bem dificil de ser abalada e não gostava de quando as pessoas a vissem chorar. Ela evitava o maximo possivel de chorar ou demonstrar alguma fraquesa, então quando se via Miley Cyrus chorar uma certeza era grande: Era algo serio. A Miley era uma pessoa  bastante feliz e positiva, por isso ela não tava tanto desesperada quanto eu sobre essa "Guerra".
- Miley, eu fico com muito medo. - Falei aos prantos. - E se algo acontecer com ele? Você sabe todas as dificuldades que passamos para conseguimos ficar juntos, e quando estavamos finalmente vivendo em paz, isso acontece! Mas que droga!
- Demi, olha pra mim. - Miley falou, enquanto se desfazia do abraço e levantava o meu rosto, pude ver ainda algumas lagrimas no seu rosto, mesmo ela tendo limpado-as. - Demi, nada vai acontecer com eles! Eles podem se machucar, mas eles vão voltar vivos! O Joe é um cara bastante forte! Ele vai voltar bem! VocÊ vai ver.
Não falei nada, só abracei ela por alguns instantes, e separei o abraço delicadamente e falei para ela enquanto me levantava e caminhava lentamente até o quarto em que eu estava dormindo.
- Boa noite, Mi! Até amanhã. -
- Boa noite, Dems, e confie em mim, nada vai acontecer com ele. - Miley Sussurrou.
Eu queria acreditar nisso. Queria que isso fosse verdade.



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Então gente... quero me desculpar por não postar esses dias :c . Era pra eu ter postado amanhã! Mas me envolvi demais assistindo Once Upon a Time que quando eu me lembrei ja era tarde demais e tive que sair do pc!
A explicação é que o problema ta no meu not e:c . Por isso não ta carregando! Eu ainda não mandei ele pro concerto, vou ver se mando amanhã ok?
Me desculpem pelos erros que teve no capitulo de digitação e tals, é por causa desse pc feio e velho u.u .
Enfim, quero bastantes comentarios, e sejam bem-vindos novos seguidores *OOOO* .
Então... ainda não respondi os comentarios dos dois capitulos que postei antes! Depois respondo u.u . Hoje mesmo! Só que pelo cel...
Beeeeeeeeeeeeijos divulguem e comentem :D